T+1 settlement (liquidação em 1 dia útil) virou tema obrigatório porque mudou o “ritmo” operacional do mercado nos EUA: menos tempo para ajustar falhas, financiar posições e resolver exceções. Para iniciante, isso parece distante mas afeta o custo e o comportamento do fluxo, especialmente em dias intensos.
A mudança passou a valer para transações aplicáveis a partir de 28 de maio de 2024.
O que muda com T+1 (sem jargão)
Antes: você negociava hoje e “acertava” (entrega/pagamento) em T+2.
Agora: o ciclo encurtou para T+1, o que busca reduzir risco de contraparte e exposição ao tempo, mas exige mais eficiência operacional.
Onde o preço sente primeiro: funding, prazos e execução
Menos tempo pode significar:
- mais pressão por timing (principalmente em fluxos grandes);
- potencial aumento de custos operacionais em transição/ajuste (especialmente para participantes globais);
- mais necessidade de processos automáticos para reduzir falhas.
O iniciante não “vê” T+1 no gráfico, mas pode sentir em:
- spreads mais sensíveis em janelas específicas;
- movimentos mais rápidos em dias de rotação/ajuste.
Como operar com mentalidade de T+1 (mesmo sendo pequeno)
- Priorize execução limpa: limite quando spread estiver instável.
- Reduza alavancagem se você ainda não domina risco e janelas.
- Em dias de stress, aceite ficar de fora: perder oportunidade é melhor do que pagar caro no caos.
FAQ
O que é T+1 settlement?
É a liquidação de muitas operações no dia útil seguinte à negociação.
Quando começou o T+1 nos EUA?
Para transações aplicáveis, em 28 de maio de 2024.
T+1 afeta ETFs e ações?
Sim, o bulletin do Investor.gov cita ações, ETFs e outros instrumentos dentro do escopo.
É seguro operar mais “rápido” por causa do T+1?
Não é esse o objetivo. O foco é eficiência; seu foco deve ser risco e execução.
Conclusão
T+1 é uma mudança de infraestrutura que altera o “timing” do mercado. Para iniciante, a lição é simples: execução e controle de risco importam mais em ciclos mais rápidos.



