Gamma exposure (GEX) virou um tema quente porque muitos movimentos intraday parecem “guiados” por níveis de opções: o preço acelera perto de strikes, trava em certas regiões, ou faz movimentos rápidos quando perde um nível.
Antes de decidir, entenda que isso não é teoria conspiratória: dealers (market makers) frequentemente fazem delta-hedge, e isso pode influenciar oferta e demanda do ativo.
O básico: delta e gamma (sem jargão pesado)
- Delta: sensibilidade do preço da opção ao preço do ativo.
- Gamma: quanto o delta muda quando o preço do ativo muda.
Quando o dealer está exposto, ele pode precisar comprar ou vender o ativo para neutralizar risco — e isso cria fluxo.
O que significa “positivo” vs “negativo” (intuição)
A direção exata pode variar conforme posicionamento e estrutura, mas a intuição para iniciante é:
- Em certos regimes, o hedge pode suavizar movimentos (comprar quedas/vender altas).
- Em outros, pode amplificar (comprar na alta/vender na queda), gerando aceleração.
Ferramentas e dashboards de gamma (como os da Cboe) popularizaram o tema.
Como usar isso sem virar “adivinhação”
- Use como contexto, não como sinal único.
- Procure confluência: níveis de opções + liquidez + fluxo real (agressão).
- Tenha plano: se o nível falhar, onde você sai? (gestão de risco).
FAQ (Rich Snippet)
1) Como começar a estudar gamma exposure?
Comece entendendo delta-hedge e por que dealers reequilibram risco com o ativo.
2) É seguro operar só baseado em GEX?
Não. Use como contexto e confirme com fluxo e liquidez.
3) Vale a pena olhar strikes de opções para entender preço?
Pode ajudar a mapear zonas de interesse, mas não substitui gestão de risco.
Conclusão
Derivativos podem influenciar o fluxo do ativo no curto prazo. O ganho do iniciante é parar de “brigar com o gráfico” e começar a enxergar por que o preço acelera ou trava.



