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Visa reforça stablecoin como liquidação, mas admite: por que o futuro pode ser “infra”, não “pagamento no varejo”

meta description: Visa reforça stablecoin como settlement e liquidação. Entenda por que o uso é mais infraestrutura (rails B2B/backoffice) do que pagamento direto no varejo.

Introdução

Stablecoin sempre foi vendida como “o dólar digital que vai substituir tudo”. Só que, quando você olha para quem opera o trilho do dinheiro no mundo real, a tese fica mais pragmática. Um executivo cripto da Visa defendeu o crescimento de settlement em stablecoins e citou volume anualizado relevante mas, ao mesmo tempo, reconheceu um ponto simples: o lojista não aceita stablecoin no dia a dia.

Esse contraste é importante porque coloca as stablecoins no lugar certo do quebra-cabeça: infraestrutura de liquidação. Em vez de tentar “matar o cartão” na ponta, o caminho que parece ganhar tração é o de rails e settlement no backoffice, em fluxos B2B, pré-financiamento e repasses entre instituições.

O que aconteceu

O que aconteceu: a Visa voltou a reforçar a tese de stablecoin como ferramenta de liquidação (settlement), destacando crescimento do uso e mencionando volume anualizado. Ao mesmo tempo, reconheceu que, na prática, o uso é mais “infra” do que pagamento direto no varejo.

Por que importa: isso valida uma leitura mais realista:

  • stablecoin como trilho de liquidação 24/7 (inclusive fim de semana)
  • foco em B2B e backoffice, onde fricção e custo de conciliação pesam
  • menos dependência da narrativa de “aceitação no balcão” para gerar valor

A diferença entre pagar com stablecoin e liquidar com stablecoin

Muita gente mistura dois conceitos.

Pagamento no varejo

É o ato de você pagar no caixa. Para isso funcionar em escala, você precisa de:

  • aceitação do lojista
  • sistema fiscal e conciliação integrado
  • UX simples (tão simples quanto cartão e Pix)
  • gestão de chargeback, fraude, disputa e suporte
  • previsibilidade regulatória e operacional

Hoje, a maior parte do varejo não quer essa complexidade. E se o lojista não aceita, a tese “stablecoin no balcão” fica limitada a nichos.

Liquidação (settlement) no backoffice

É o que acontece “por trás”: repasse, conciliação, fechamento e movimentação entre empresas e instituições. Aqui, stablecoin pode brilhar porque:

  • reduz tempo de liquidação
  • opera 24/7
  • diminui dependência de janelas bancárias
  • facilita pré-financiamento e roteamento de pagamentos
  • corta camadas de intermediários em certos casos

Ou seja: o valor está no trilho, não necessariamente na experiência do consumidor final.

Por que o lojista ainda não aceita stablecoin (e por que isso é normal)

Não é só “falta de visão”. É custo e risco.

  • volatilidade percebida: mesmo stablecoin tem risco de emissor e de mercado
  • contabilidade e impostos: a rotina fiscal do varejo é desenhada para moeda local e meios tradicionais
  • conciliação: o lojista quer extrato, previsibilidade e integração com ERP
  • fraude e suporte: o varejo quer padrão simples de disputa e atendimento
  • UX: ninguém quer treinar equipe e cliente para um fluxo mais complexo

Por isso, quando a Visa admite que o uso é mais infra do que varejo, ela está descrevendo a realidade operacional.

O caminho que ganha força: rails/settlement B2B e pré-financiamento

Aqui está o “ponto de virada” do tema.

B2B e pagamentos internacionais

Empresas sofrem com:

  • prazos longos de liquidação
  • taxas e intermediários
  • diferença de fuso e janelas bancárias
  • conciliação lenta

Stablecoin como trilho pode reduzir fricção, principalmente quando a dor é velocidade + previsibilidade.

Backoffice e tesouraria

Para tesouraria, o ganho não é “aceitação no varejo”. É:

  • mover caixa com mais controle
  • reduzir tempo morto entre pagamentos e recebimentos
  • otimizar pré-financiamento de payout
  • melhorar conciliação e roteamento

Isso é infraestrutura financeira e infraestrutura costuma capturar valor em escala.

O que isso muda para o mercado cripto

Quando uma empresa como Visa reforça stablecoin como settlement, o mercado tende a reprecificar o tema como “infra”:

  • stablecoin deixa de ser só ferramenta de trading
  • cresce o foco em compliance, auditoria, reservas e governança
  • o vencedor tende a ser quem combina distribuição + UX corporativa + conformidade
  • a briga é menos “qual chain é mais rápida” e mais “qual stack é mais operacional”

Isso também muda o risco: infraestrutura exige padrão alto de confiabilidade, operação e regulação.

Riscos que continuam existindo

Mesmo no modelo “infra”, stablecoin não é livre de risco:

  • risco de emissor e de reservas
  • risco regulatório (mudança de regras)
  • risco operacional (custódia, chaves, compliance)
  • risco de integração (on/off-ramps e liquidez)

E, para o investidor/trader, é importante lembrar: narrativa de adoção não garante preço. Cripto segue volátil e sensível a macro.

FAQ

O que significa usar stablecoin como liquidação (settlement)?

Significa usar stablecoins para movimentar e finalizar repasses no backoffice (entre empresas/instituições), em vez de tentar usar stablecoin como meio de pagamento direto no varejo.

Por que o lojista não aceita stablecoin na prática?

Porque envolve fricção operacional: contabilidade, impostos, conciliação, risco e UX. O varejo prefere meios simples e padronizados.

Stablecoin vai substituir cartão?

No curto prazo, é mais provável complementar a infraestrutura de liquidação do que substituir a experiência do cartão na ponta. O trilho pode mudar antes do “meio de pagamento”.

Onde stablecoin faz mais sentido hoje?

Em B2B, pagamentos internacionais, tesouraria, pré-financiamento e rotas de payout onde velocidade, custo e operação 24/7 têm valor claro.

Isso é um sinal “garantido” de adoção e alta no mercado?

Não. É um sinal de direcionamento de infraestrutura, mas adoção depende de regulação, integração e execução. E o mercado cripto permanece de alto risco.

Conclusão

A fala atribuída ao executivo da Visa reforça um ponto que o mercado está começando a aceitar: stablecoin pode ganhar o jogo primeiro como infraestrutura de liquidação, não como “pagamento no balcão”. Isso valida o caminho de rails/settlement (B2B, backoffice, pré-financiamento) e reduz a dependência da narrativa de substituir cartão na ponta.

Henri Morgan

Henri Morgan

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